Clamor, Não para si!
Todos os temos em variadas formas e conteúdo. É bem certo que esta pesada carga nos aflige, paraliza e aflige o coração.
No coração gritamos por socorro e aparentemente não somos ouvidos. Oramos ao SENHOR apresentando-lhe os nossos problemas e, até sugerimos soluções, mas parece não haver resposta.
Desejamos soluções particularizadas para os nossos privados problemas.
A viúva de Sarepta é um exemplo ilustrador de como o abençoar, em em meio as próprias crises, é um ato gratificante e recompensador. Em fé abre abdica do seu sustento último, não apenas seu mas de seu filho também.
O mínimo não lhe é impedimento à ação de compartilhar. O que decorre da sua atitude e de como foi abençoada pelo SENHOR conhecemos pelo relato bíblico do livro dos Reis.
Quando agimos, em oração, em favor do bem coletivo experimentamos medidas sacudidas e recalcadas, transbordantes mesmo. Farinha e azeite, bens essenciais à vida, em meio a escassez total.
O deserto não pode promover impedimento para que a benção de DEUS alcance nossa casa, família e igreja.
Entretanto em meio aos múltiplos problemas da vida, diferentemente do patriarca Jó, insistimos em particulares soluções, individualizadas respostas que atendam, apenas, os nossos egoísticos clamores.
À sua volta, na igreja, comunidade e até no âmbito familiar, se você puder ver, se essa capacidade lhe for concedida, encontrará homens e mulheres seres carregados de conflitos oriundos dos seus próprios pecados estranhos a mensagem da cruz para a qual Cristo carregou os nossos pecados, todos.
Que estamos fazendo - orando apenas por nós mesmos enfraquecidos nessa egoísta e solitária oração que consegue ver apenas a si mesmo.
Necessitamos mudar urgentemente nossa atitude.
Intercessores, todos orando por todos num grande e majestoso clamor coletivo, que transcende a presença física - a nossa unidade coletiva é promovida pelo Corpo, que é CRISTO JESUS, Nosso SENHOR e SALVADOR.
Quando nossas orações caminham na direção do individualismo minimizam o poder da igreja e descaracterizam a função sacerdotal de seus membros.
Definitivamente o modelo de oração ensinado pelo SENHOR JESUS é prioritariamente coletivo. Expressões como: Pai nosso; venha a nós o Teu Reino; perdoa-nos e dá-nos o pão cotidiano são essencialmente comunitárias. Aqui despojamo-nos das nossas individualidades em favor de outros.
Esse deve ser o nosso caminho na oração.