Tenho uma filha que especial, ela é portadora de Down, seu nome é Andressa ela tem um ano. Esse artigo me faz lembrá-la com carinho.
Um bom feriadão para todos.
Alguns anos atrás, nas olimpíadas especiais de Seatle EUA, nove participantes, todos com deficiência mental ou física, alinharam-se para a largada da corrida dos cem metros rasos.
Ao sinal todos partiram, não exatamente em disparada, mas com vontade de dar o melhor de si, terminar a corrida e ganhar. Todos, com exceção de um garoto que tropeçou no asfalto e caiu rolando, e começou a chorar. Os outros oito ouviram o choro. Diminuíram o passo e olharam para trás. Então viram o que aconteceu com o colega e voltaram. Todos eles.
Uma das meninas, portadora de Síndrome de Down, ajoelhou-se, deu um beijo no garoto e lhe disse. “pronto agora vai sarar”. E todos os nove competidores deram os braços e andaram juntos até a linha de chegada.
O estádio inteiro se levantou e os aplausos duraram muitos minutos. E as pessoas que estavam lá, naquele dia, continuam repetindo essa história até hoje. E por que?
Porque, lá no fundo, nós sabemos que o que importa mesmo não é ganhar sozinho. O que importa nesta vida é ajudar os outros a vencer, mesmo que isso signifique diminuir o passo e mudar o curso.
Nesses dias de pressas e atropelos, quando cada um quer chegar em primeiro lugar na corrida para o sucesso, vale a pena fazer uma pausa para pensar onde queremos chegar. O desejo de vencer é nobre, desde que o acompanhe o sentimento da fraternidade, de solidariedade.
Se por ventura percebermos que alguém caiu, detenhamos o passo, e, se for preciso, voltemos para estender-lhe a mão e ajudá-lo a levantar-se. Afinal de contas, não sabemos se logo mais não seremos nós que estaremos no chão esperando que alguém ouça os nossos soluços de dor e pare para nos ajudar a levantar e retomar o passo. Pense Nisso!
Pr. Bertrant Vilanova
Fonte: Missão Juvep
João Pessoa-PB